Foto: Divulgação

Com uma sonoridade que transita pelo house/dance e traz influência soul, “Stranger” é o novo single da cantora e compositora paulistana Jenny Herbst, radicada em Nova York. A faixa chega às plataformas digitais nesta sexta-feira (18) nasceu de uma escolha: em vez de aprofundar musicalmente a tristeza que originou a história, Jenny decidiu transformá-la em movimento.

A emoção é muito autobiográfica. O sentimento que está ali é real e veio de um momento que eu realmente vivi. Mas ‘Stranger’ não é um diário nem uma descrição literal de acontecimentos”, afirma. “O sentimento que deu origem à música já era triste. Eu não queria transformar aquilo em uma música ainda mais triste. Queria fazer justamente o contrário: colocar uma batida, energia e movimento em cima daquela dor. Então ‘Stranger’ acabou virando isso para mim: um heartbreak que você pode dançar. A letra carrega a angústia, mas a música te leva para outro lugar”, conta Jenny.

Depois que a faixa ficou pronta, a experiência traduzida musicalmente começou a pedir uma segunda linguagem. Jenny procurou o diretor Paulo Monteiro com uma imagem em mente: queria visualizar sua personagem debaixo d’água. Para Paulo , a construção da narrativa partiu de uma pergunta: se Jenny termina debaixo d’água, como chegou até ali? A resposta foi transformar o apartamento da personagem em uma extensão de seu estado emocional. Primeiro vêm as lágrimas. Depois, a inundação. Por fim, o espaço doméstico dá lugar ao oceano. Fotografias, retratos, estátuas e outros objetos também parecem chorar. Uma banheira em forma de cisne atravessa a inundação, um piano surge submerso e os ambientes se transformam conforme a água avança. No centro da história está uma cantora bem-sucedida, cercada por sinais de realização profissional, mas emocionalmente submersa. O contraste entre aquilo que a personagem aparenta ter conquistado e o que vive internamente acrescenta outra camada à narrativa.

O projeto de “Stranger” começou em março e atravessou aproximadamente seis meses entre a produção musical e a conclusão do audiovisual, finalizado no início de setembro. Nesse intervalo, também mudou a relação de Jenny com a experiência que colocou todo o processo em movimento. “Hoje eu já superei aquele momento e continuo em um processo constante de redescoberta de mim mesma e dos meus sentimentos. Olhando para trás, vejo que foi importante ter vivido aquilo, atravessado aquela fase e conseguido transformá-la em alguma coisa.

Confira: